Review de 3 perfumes | EP 038

O podcast 'Todos os caminhos vão dar ao aroma' é um podcast patrocinado pela Jarilo. Neste podcast, Mariana a fundadora da Jarilo explora o mundo da perfumaria e tenta descobrir como se faz um perfume.

Este artigo é a transcrição do EPI 038. Review de 3 perfumes

[Inicio da transcrição]

↳ Hoje, pela primeira aqui no podcast, vou fazer review a três perfumes.

↳ Isto porque a Jarilo, a minha marca de velas artesanais aromáticas e patrocinador deste podcast, vai entrar numa nova fase.

↳ Foi o meu interesse por perfumaria e a curiosidade de saber como se fazem perfumes que me levou a criar este programa, velas perfumadas e, claro, especificamente a Jarilo. Sempre com a visão de no futuro criar a minha própria marca de perfumes inteiramente concebidos por mim.

↳ Mas até lá, enquanto não criamos perfumes da nossa autoria, faz todo o sentido trabalharmos com outras marcas, marcas que nos inspiram, para aumentarmos a nossa oferta e trazermos ao nosso público uma atenta curadoria de perfumes.

↳ A primeira marca que escolhi para trabalharmos é a Mê-zôn Má-tine. Esta marca representa, de facto, desde sempre, uma grande inspiração para  a Jarilo.

↳ Cada frasco da Mê-zôn Má-tine tem uma lindíssima, colorida e vibrante ilustração. 

↳ Para além disso a Mê-zôn Má-tine é uma marca que não tem medo de ser expressiva, positivamente exagerada e de ocupar o seu espaço. É uma marca que não perde a sua identidade na tentativa de ser premium. 

↳ É também uma marca relativamente mais incógnita, reservada, e portanto relativamente desconhecida se comparada por ex. à Chá-nél e à Guêrr-lãn, e é com este tipo de marcas profundamente originais que ambiciono trabalhar.

↳ Eu quero, no começo desta nova fase da Jarilo, dar a conhecer aos nossos seguidores e clientes uma gama de perfumes para lá do mainstream.

↳ Da colecção 'wake up collection' da Mê-zôn Má-tine -- colecção que ao todo consiste de 11 perfumes -- a Jarilo escolheu primeiramente três para apresentar ao nosso público, sendo estes os seguintes:

O perfume Into the wild,

o perfume Nature Insolence,

e o perfume Arashi no Umi.

↳ No que concerne ao perfume Into the Wild a Mê-zôn Má-tine informa que as notas de topo são: cardamom, juniper berries, pepper; as notas de coração: ginger, magnolia, frangipani e a nota de base: chocolate.

↳ Escolhi este perfume, primeiro porque gostei muito dele. Senti logo o gengibre na abertura, e para mim esta é uma nota extremamente reconfortante -- mas o que mais gostei foi o facto de este perfume ser fresco mas quente ao mesmo tempo.

↳ Dá para usarmos quando o nosso desejo é sentir uma certa largueza e frescura, mas também quando o que buscamos é uma boa estreiteza de conforto à nossa volta.

↳ Ao tentar visualizar que textura teria este perfume se fosse um objecto, imagino assim a forma de um cristal. Gosto de fazer este exercício de tirar o perfume do seu contexto imediato, para perceber que outras informações sensoriais ele me pode oferecer paralelamente ao que seria mais imediato e óbvio.

↳ Se este perfume fosse um lugar seria uma floresta densa, ao fim da tarde, e se fosse um animal seria um tigre -- mas aqui estou a ser completamente influenciada pela linda ilustração da embalagem do perfume -- não é muito fácil fazer estas avaliações completamente desprovida de pré-concepções. 

↳ Imagino que a pessoa ideal para usar este perfume será alguém com um gosto eclético, alguém que têm várias referências para tudo.

↳ Uma pessoa com um estilo cuidado mas não excessivo e daí sempre confortável em si-mesma, uma personalidade nem maximalista nem minimalista. Uma pessoa que vive feliz na cidade litoral, mas que sempre que pode visita lugares de refúgio mais ao interior.

↳ Para mim a nível emocional é um perfume que me traz de volta à familiaridade de mim mesma, sempre que me sinto distante de quem verdadeiramente sou. E uso-o também para momentos de reconexão com quem me é querido e próximo, por exemplo durante um simples almoço de convívio, naquele novo restaurante localizado a dois quarteirões de casa.

↳ Em relação ao Nature Insolence a Mê-zôn Má-tine informa que as notas de topo são: laranja, limão, bergamota; as notas de coração: Lírio-do-vale, menta, melão; e as notas de base: vetiver, cedar, musk.

↳ Escolhi este perfume, também porque gosto dele e porque tem um dos meus cheiros favoritos: o aroma a relva acabadinha de cortar; apesar da marca não mencionar esta nota, é o que consigo cheirar logo na abertura.

↳ A nível emocional este perfume dá-me energia. É um complexo aromático que me dá uma imensa vontade de ir explorar o mundo.

↳ Ao imaginar que textura teria este perfume se fosse um objecto, imagino a textura vegetal, de um verde extremamente vibrante, da folha de uma planta viçosa a balançar-se ao vento.

↳ Se este perfume fosse um lugar seria o pico airoso de uma serra, logo pela manhã, com o orvalho ainda a pender nas folhas dos arvoredos.

↳ E se fosse um animal seria pura e simplesmente uma libelinha, a esvoaçar sobre as pequenas poças que restam da noite que passou.

↳ Imagino que a pessoa ideal para usar este perfume será alguém de vivência atlética, que passa o seu tempo livre em longas caminhadas pela natureza, seja solitariamente ou mesmo em família, concluindo-se o exercício num picnic com as crianças.

↳ No que concerne ao Arashi no Umi a Mê-zôn Má-tine informa que as notas de topo são: green apple, freesia, peach; as notas de coração: jasmine, rose Damanesca, Ylang; e as notas de base: Virginia cedar, firsantol, musk.

↳ Escolhi-o para a curadoria da Jarilo porque me apaixonei por ele. Trata-se de um floral simples e os florais são a minha família favorita. Este é um perfume super-adaptável e mágico, que dá para usar todos os santos dias em quaisquer ocasiões.

↳ A nível emocional aplico em mim este perfume quando não quero gastar energia a pensar no que vou usar: quando escolho este perfume sei que não vou errar: é uma escolha segura, perfeita.

↳ Ao imaginar que textura teria este perfume se fosse um objecto, imagino um finíssimo pó fragrante, pleno de singeleza e suavidade, como uma maquilhagem perolada para colocar no rosto. Este complexo aromático é uma segunda pele perfeita.

↳ Se este perfume fosse um lugar tratar-se-ia de uma loja de belos vestidos de seda, um lugar a visitar durante as tardes de sábado.

↳ E se fosse um animal seria um coelho-fantasma, branco, luminoso, feito de neblina quente e fofinha.

↳ Imagino que a pessoa ideal para usar este perfume será alguém de espírito leve e divertido. Alguém que busca perfeição naquilo que é mais puro e simples, alguém que gosta daqueles pequenos detalhes que trazem relevo e tornam profunda a nossa existência.

↳ No próx. ep. vamos voltar aos projectos que temos pendentes.

↳ A Jarilo está prestes a lançar esta nova colecção — três perfumes da Mê-zôn Má-tine -- e quem se encontrar na nossa comunidade whatsapp terá acesso antecipado e condições especiais. Deixarei o respectivo link nas notas do episódio.

↳ Obrigada por terem ouvido este episódio do podcast 'Todos os caminhos vão dar ao aroma'. Se gostaram, não se esqueçam de inscrever — compartilhar com amigos — deixar um comentário — ou enviar um email para todososcaminhosvaodaraoaroma@gmail.com.


↳ Até à próxima.

Boas experiências olfactivas!

[Fim da transcrição]

Ouça aqui o Podcast

 

 

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